Biography of John E. Mack, M.D.


John Mack hiking in 1998 (photograph courtesy of the family of Dr. Mack)

Esteemed professor of psychiatry at Harvard Medical School and Pulitzer Prize-winning author John Edward Mack M.D. (October 4, 1929 – Sep 27, 2004) spent his career examining how a sense of connection develops across cultures and between individuals, and how these connections alter people’s worldviews.

His best-known book on this theme, for which he won the Pulitzer Prize in 1977, is A Prince of Our Disorder, a biography of British officer T. E. Lawrence (who became known as “Lawrence of Arabia”). He also interviewed political leaders and citizens of the Soviet Union and Israel/Palestine in the study of ethno-national conflict and the Cold War. Together with luminaries such as Carl Sagan, Mack and other Physicians for Social Responsibility (the US affiliate of International Physicians for the Prevention of Nuclear War) promoted the elimination of nuclear weapons and an end to the simmering conflict between the United States and the USSR.

His interest in different worldviews was not limited to the terrestrial; for more than ten years he studied people who reported that a connection existed between themselves and “aliens”. Two books detailed how these “alien encounters” had affected the way people regarded the world – including heightening their sense of spirituality and their environmental concern. This was widely reported in the media as a simple endorsement of the reality of alien encounters, and he endured an inquiry by Harvard to determine whether his research met the standards of a Harvard professor. (The medical school ultimately “reaffirmed Dr. Mack’s academic freedom to study what he wishes and to state his opinions without impediment.”)

Mack’s interest in the transformational aspects of extraordinary experiences corresponded to his own belief that the Western world requires a shift away from a primarily materialist worldview. This worldview, he suggested in his many writings, was the root cause of the Cold War, regional conflict, and the global ecological crisis. He advocated a shift towards a transpersonal worldview that embraced some elements of Eastern spiritual and philosophical traditions which emphasized a sense of “connection”; Mack believed such a shift could alter the path of the world towards a more sustainable future.

Dr Mack was born in New York City, and died in London at age 74.

Biography based in part on Wikipedia entry


Listen to a BBC Special about Dr. Mack by Angela Hind (mp3)
Read Angela Hind’s article that goes with this audio documentary

The Believer is the true story of Dr. John Mack, the eminent Harvard psychiatrist who risked his career to investigate the phenomenon of human encounters with aliens and to give credibility to the stupefying tales shared by people who were utterly convinced they had happened. The Believer reveals the life and work of a man who explored the deepest of scientific conundrums and further leads us to the hidden dimensions and alternate realities that captivated Mack until the end of his life.

Visit publisher     Visit Amazon.com

The Believer was independently written by former New York Times reporter Ralph Blumenthal.
The book is not endorsed by, affiliated with, authorized, or sponsored by the John Mack Institute, and similarly no editorial control was given by Blumenthal to the Mack family.


Biographie de John E. Mack, M.D. (Français)

John E. Mack naît le 4 Octobre 1929. Il fait ses études à Oberlin (Phi Beta Kappa, 1951). En 1955, il obtient son diplôme médical de l’Ecole Médicale de Harvard Medical (Cum Laude). Il est diplômé de la Société et Institut Psychoanalytique de Boston et est certifié en psychoanalyse pour enfant et adulte. Mack fonde l’unité d’enseignement psychiatrique au Cambridge Hospital de Harvard Medical School.

Le thème dominant du travail de sa vie est l’exploration de comment les perceptions du monde de quelqu’un affectent ses relations. Il traite cette question de la “vision du monde” au niveau individuel dans ses premières explorations cliniques sur les rêves, cauchemars et suicide des jeunes, et dans son étude biographique de la vie de l’officier britannique T. E. Lawrence (“Lawrence d’Arabie”), pour laquelle il reçoit le Prix Pulitzer en biographie en 1977.

Mack pense que la culture occidentale a besoin de s’éloigner d’une vision du monde purement matérialiste (qu’il considère responsable de la Guerre Froide, la crise économique globale, l’ethnonationalisme et les conflits régionaux) au profit d’une vision du monde transpersonnelle embrassant certains élements des traditions spirituelles et philosophiques orientales.

L’intérêt de Mack pour l’aspect spirituel de l’expérience humaine est comparée par le New York Times à celle du William James (qui fut également à Harvard) qui, comme lui, fut controversé pour ses efforts à relier spiritualité et psychiatrie.

C’est dans ce même élan que Mack devient encore plus controversé au début des années 1990s. Il entâme une étude de plus de 10 ans sur 200 hommes et femmes déclarant que des expériences de rencontre extraterrestre ont affecté leur vision du monde, accroissant notamment leur sens de la spiritualité et leur préoccupation de l’environment. L’intérêt de Mack pour les aspects spirituels ou transformationnels des rencontres extraterrestres des gens, ainsi que sa suggestion que l’experience d’un contact extraterrestre puisse être de nature plus spirituel que physique — bien que néanmoins réelle — le placent à part de nombre de ses contemporains comme Budd Hopkins, qui défend la réalité physique des extraterrestres. Selon Mack :

Les enlèvements s’apparentent à une expérience psychologique et spirituelle qui se produit et trouve peut-être son origine dans une autre dimension. Ce sont donc des phénomènes qui nous ouvrent, ou du moins nous obligent à être ouverts à des réalités qui n’appartiennent pas uniquement à notre monde physique.

Irrité par l’orientation des travaux de Mack et estimant qu’il a failli aux normes d’investigation de l’université, le doyen d’Harvard demande en 1994 à un comité d’éthique d’évaluer la validité de ses recherches. En 1996, le comité admit que Mack n’avait pas violé les règles déontologiques de la profession. L’avocat de Mack précise que ce dernier ne croit pas nécessairement aux extraterrestres venus de l’espace, mais qu’il ne croit pas non plus à la thèse de la maladie mentale de ses patients.

John Mack est mort à Londres sur 27 Septembre 2004.


Biografia de John E. Mack, M.D. (Português)

John Edward Mack (4 de Outubro de 1929 – 27 de Setembro de 2004), foi um biógrafo galardoado com o Prémio Pulitzer e professor de Psiquiatria na Harvard Medical School.

Recebeu o Prémio Pulitzer na categoria de biografia em 1977 pela obra A Prince of Our Disorder, sobre a vida de E.T. Lawrence, um oficial britânico estacionado no Médio Oriente, mais conhecido por “Lawrence da Arábia”.

Mack adoptou uma visão do mundo inspirada por elementos de tradições espirituais e filosóficas que defendem que todos nós estamos interligados.

A questão da “ligação” a outras formas de vida foi corajosamente explorada no seu estudo de indivíduos de ambos os sexos que afirmavam que repetidas experiências de “encontros com extraterrestres” tinham influenciado o modo como encaram o mundo, incluindo um acentuado sentido de espiritualidade e de preocupação ambiental. O interesse de Mack pelos aspectos transformacionais destas extraordinárias experiências, bem como a sua sugestão de que a experiência poderá ser de natureza mais transcendental do que física – mas, não obstante, real – foi largamente divulgado pelos meios de comunicação como uma simples aceitação da realidade de encontros com extraterrestres.

Num período anterior da sua carreira Mack tinha explorado como este sentido de “ligação” se desenvolvia entre culturas diferentes, ao entrevistar líderes políticos e cidadãos da então União Soviética, de Israel e da Palestina no estudo de conflitos étnico-nacionais e da corrida ao armamento nuclear.

Nos anos 80, como parte da sua investigação sobre as causas profundas da Guerra Fria, Mack entrevistou várias figuras políticas internacionais, incluindo o antigo presidente norte-americano Jimmy Carter e Edward Teller, o “pai da bomba de hidrogénio”. Juntamente com figuras brilhantes como Carl Sagan, Mack e outros membros da Physicians for Social Responsibility (Médicos para a Responsabilidade Social), organização norte-americana afiliada na International Physicians for the Prevention of Nuclear War (Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear), promoveram a eliminação das armas nucleares e um fim para o conflito latente entre os Estados Unidos e a União Soviética. Encorajados pelo Prémio Nobel da Paz que a organização recebeu em 1985, John E. Mack e Carl Sagan em conjunto com outros 700 académicos, marcharam nos terrenos das instalações do Centro de Ensaios Nucleares de Nevada no Verão de 1986, estabelecendo um recorde de desobediência civil para aquele local de testes de armas nucleares.

Mack sugeriu que a visão materialista do mundo estava na origem dos conflitos há muito latentes entre o Ocidente e outras culturas, e era responsável pela crise ecológica à escala global. Segundo ele, era necessária uma mudança de perspectiva para restabelecer a nossa apreciação pelas ligações com os outros e com a natureza.

O seu último livro Passport to the Cosmos: Human Transformation and Alien Encounters, publicado em 1999 foi, simultaneamente, um tratado filosófico estabelecendo a ligação entre os temas da espiritualidade e das modernas visões do mundo, e o culminar do seu trabalho com “experienciadores” de encontros com extraterrestres.

As qualificações de Mack ofereceram-lhe um certo grau de protecção em relação aos críticos: formou-se em Medicina (Cum Laude) na Harvard Medical School em 1955, após estudos no Oberlin College (Phi Beta Kappa, 1951); efectuou estudos de pós-graduação no Boston Psychoanalytic Society and Institute; foi certificado em Psicanálise Infantil e do Adulto. John E. Mack fundou o departamento de Psiquiatria do Cambridge Hospital, o hospital universitário da Harvard Medical School.

Todavia, em 1994 o reitor da Harvard Medical School nomeou um comité para examinar, confidencialmente, os cuidados clínicos e a investigação clínica de Mack nos indivíduos que com ele partilharam os seus encontros com extraterrestres. Não sendo este comité um comité disciplinar, não estava regulado por quaisquer regras de procedimento estabelecidas. A apresentação de uma defesa foi portanto difícil e dispendiosa para Mack.

Ao ser revelada publicamente a existência do comité (a revelação pública ocorreu inadvertidamente dez meses após o início do processo, aquando da convocação de testemunhas para a defesa de Mack), surgiram questões por parte da comunidade académica (incluindo um Professor de Direito em Harvard, Alan Dershowitz) sobre a legitimidade de uma investigação por tempo indeterminado a um professor que não era acusado de qualquer violação de conduta ética ou de normas deontológicas da profissão. Após catorze meses de inquérito, Harvard emitiu uma declaração anunciando que o reitor “reiterou a liberdade académica do Dr. Mack para estudar o que deseja e para expor as suas opiniões sem entraves”, concluindo que “o Dr. Mack continua a ser um membro de boa reputação na Faculdade de Medicina de Harvard”.

John E. Mack nasceu em Nova Iorque e faleceu em Londres, com 74 anos de idade.

Translation by Helena Rabaça Küller